O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) calcula que precisa de, no mínimo, seis meses para fazer a revisão dos benefícios por incapacidade, determinada em abril pela Justiça.Esse prazo é o dobro do concedido pela liminar que ordenou a correção.
A Justiça Federal em São Paulo mandou o INSS revisar, até 18 de julho, todos os auxílios-doença, aposentadorias por invalidez e pensões por morte concedidos entre 1999 e 2009. A revisão afeta quem tinha menos de 144 contribuições entre julho de 1994 e a data da concessão.
A ampliação do prazo foi solicitada no recurso do INSS contra a liminar, que foi dada em uma ação movida pelo Ministério Público Federal e pelo Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical.
O INSS já faz a revisão no posto, mas apenas para quem apresenta o pedido. A ação civil pública pediu que o instituto corrigisse todos os benefícios automaticamente.
O objetivo do recurso do INSS é suspender a liminar. No entanto, caso a Justiça não conceda essa suspensão, o instituto pediu mais tempo para cumpri-la.
Segundo o instituto, a revisão afeta 5.149.747 benefícios. Desses, 693.176 estão ativos e, por isso, precisariam ser corrigidos até julho.
O recurso do INSS ainda será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Enquanto isso não ocorrer, a ordem de revisar os benefícios até 18 de julho vale.
Restrições
Além de pedir a prorrogação do prazo, o INSS quer restringir o número de segurados incluídos na revisão imediata. O instituto solicitou que fosse considerado o prazo de dez anos, o que exclui do pagamento benefícios concedidos de 29 de novembro de 1999 a março de 2002.
O recurso do INSS pede ainda que a revisão se concentre em São Paulo e que exclua 31 mil benefícios que foram calculados com base na medida provisória 242.
Fonte: GISELE LOBATO
DO "AGORA"
Parabéns, Sérgio, por inserir essa matéria de muito interesse. Seria interessante que todas as posteriores, de interesse dos aposentados, fossem incluidas neste blog.Muito bom.
ResponderExcluirJoão Batista Xavier Oliveira.