Deputado, que não parou de atender pacientes no local, solicita à Famesp a unificação do atendimento na maternidade
Após completar 10 anos de existência, o Instituto de Mama de Bauru, que funciona junto da Maternidade Santa Isabel, vive um momento de redefinição de seus rumos. O Instituto funcionou nos últimos tempos com problemas estruturais e apenas com o atendimento prestado pelo médico e também deputado Pedro Tobias, que consulta uma média de 15 a 16 pacientes por semana, e outro médico, que faz cerca de quatro consultas por semana, segundo apurou o JC.
Agora, com a Famesp assumindo a gestão, a expectativa do deputado e da comunidade usuária é que a prevenção, atendimentos clínicos, mamografias, ultrassom de mamas e cirurgias em pacientes com câncer não parem e sejam não só ampliados como aprimorados.
Tobias está sugerindo aos dirigentes da Famesp que os atendimentos de pacientes de mastologia do SUS feitos no Hospital Estadual (HE) sejam unificados no Instituto de Mama, que possui estrutura própria para isso e ajudaria a desafogar o HE. Hoje, 90% dos atendimentos públicos de mastologia estão concentrados no Hospital Estadual, também gerenciado pela Famesp.
“É a mesma instituição gerenciadora (Famesp). Por uma questão de racionalidade de recursos, seria ideal concentrar o atendimento em um só local”, disse o deputado. Atualmente, o aparelho de mamografia está quebrado e os atendimentos pararam, momentaneamente, porque os prontuários médicos de pacientes foram levados ao Hospital de Base, não se sabe bem ao certo por quê. O deputado informa que a situação dessas fichas cadastrais está sendo resolvida e que, brevemente, o aparelho de mamografia também será consertado.
Inaugurado em 2001, o Instituto é uma reivindicação do deputado Pedro Tobias junto ao então governador Mário Covas, que morreu sem conseguir entregá-lo, o que acabou sendo feito logo a seguir pelo governador empossado Geraldo Alckmin. Tobias se dedica ao instituto não apenas politicamente, mas atendendo clinicamente, sem parar, desde então. É o que pretende continuar fazendo, segundo informou ontem ao JC.
Os médicos que atuam no Instituto da Mama não possuem vínculo trabalhista com AHB, pois recebem de acordo com as fichas de atendimento com base na tabela SUS. Os valores baixos, em comparação com os demais, não agradam à maioria, por isso há uma fuga de profissionais médicos do local.
Tobias também cobra da municipalidade, tanto do Executivo quanto dos vereadores, maior discussão sobre o papel da prefeitura no sistema hospitalar da cidade. “Alguns vereadores que olham apenas para o papel do Estado deveriam fiscalizar e cobrar também o governo federal, que não se responsabiliza por recursos, e questionar o que é feito na saúde com os R$ 160 milhões do Orçamento Municipal”, afirmou, em resposta a críticas feitas por vereadores ao governo do Estado.
“Vou continuar trabalhando para que a prevenção e o combate ao câncer de mama não pare e seja melhorado. Trabalho como deputado e como médico. Espero que me deixem continuar atuando no Instituto”, afirmou Tobias.
Fonte: www.jcnet.com.br
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