quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Diretora e vereadora discutem em posto de saúde em Pirajuí


Pirajuí – Ontem de manhã, a Polícia Militar (PM) foi acionada para intervir numa discussão em um posto de saúde na rua Riachuelo, no Centro de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru), envolvendo uma vereadora da cidade e a diretora-adjunta da Divisão Municipal de Saúde. A ocorrência, registrada como injúria, será apurada pela Delegacia Seccional de Polícia de Bauru.

Segundo relato de testemunhas, uma mulher procurou a unidade para agendar exame para o filho quando foi informada pela diretora Yara Marques Falavinha Garcia que os procedimentos estavam suspensos. A servidora teria apontado como causa da suspensão requerimento de autoria da vereadora Leila Neme de Barros, onde ela pede informações sobre gastos da prefeitura com exames.
Nesse momento, a parlamentar, que havia levado seu neto para tomar vacina na unidade, interveio na conversa negando que a suposta suspensão tenha sido motivada pelo seu requerimento. Uma discussão teria se iniciado entre as partes e, de acordo com o que foi apurado pela reportagem, a vereadora acabou chamando a diretora de burra, alegando que ela agiu de má-fé ao usar seu nome indevidamente.
Procurada pela reportagem, Leila confirmou o desentendimento e disse que ele foi motivado por requerimento, assinado por ela e outros dois vereadores, apresentado na sessão de anteontem da Câmara. No documento, que não chegou a ser colocado em votação, os vereadores pedem informações à prefeitura sobre gastos com consultas médicas, medicamentos e exames e sobre quais especialidades estão sendo pagas.
“Quando não tem consulta no Hospital Estadual e no AME (Ambulatório Médico de Especialidades), o critério aqui é pagar consulta com dinheiro que vem do governo estadual e federal e não é utilizado nos programas, que não existem”, diz. “Pagam para quem quer, não existe um controle ou critério. E se existe, a gente desconhece”. Ela afirma que o filho da mulher que estava no posto tinha consulta marcada para o último dia 15 com cardiologista, mas ela foi desmarcada.
“Usando de má-fé, isso não tenho dúvida, a diretora-adjunta da Saúde, Yara, chamou mães que estavam ali aguardando dizendo que não poderia mais marcar e pagar nem consultas e nem remédios, e nem exames e nem fraldas, por minha culpa, do vereador que assina comigo o requerimento, que é o Cirineu, e do Gil, que é candidato a prefeito”, conta. “É tudo mentira porque não é ela que responde requerimento. O requerimento é encaminhado para o prefeito e nem foi para votação”.
Em contato com a diretora-adjunta de Saúde, ela informou que prefere não se manifestar sobre o caso e limitou-se a dizer que a discussão foi motivada por um ato de “desacato” por parte da vereadora. 
Fonte: www.jcnet.com.br

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